If I open my heart?
"Perfection is the disease of a nation."
(Beyoncé Giselle Knowles-Carter)
“Eu adoro sumir. Sumir em poesia e em pensamentos, em atos e descasos. Mas meu sumiço favorito é quando alguém diz que não é sair de sua vida e, mesmo assim, o faço. Quando quero, volto lentamente, com ritmo alterado e com receios, nunca em entrega total.”
Autor Desconhecido.

“Eu não sabia direito como começar a contar, pois há dias eu estava o ignorando, só para não dizer o que sentia. O sentimento chamado ‘primeiro amor’ já tinha entrado na minha vida, estava impregnado nas coisas que fazia, falava ou quando eu pronunciava seu nome ou gastava folhas do meu caderno de escola, já surrado, escrevendo nossos nomes em grandes e elaborados corações. Quando criei coragem, tinha medo da reação (ou da falta dela), pois eu não sabia concretamente o que era amar daquela forma, tão arredia e arrebatadora. E os dedos começaram a expor o que eu queria dizer olhando nos olhos dele. No começo, foi uma conversa saudável, como todas as outras que um dia tivemos. Mas quando estava quase saindo, deixei uma última mensagem: “Bem, preciso te dizer algo. Não sei se essa é a hora (ou a forma) certa de contar, mas eu já não sei esconder isso… Eu estou gostando de você.”. E saí. Com medo da resposta, mas curioso demais. Fiquei por longos dias sem conversar com ele, afinal de contas, ter dito tudo aquilo a ele foi, no mínimo, incomum. Quando resolvi visualizar, tive a pior sensação do mundo.”
A História da Minha Vida, Parte III

“Antes de contar tudo a ele, eu ainda estava bastante indeciso. Eu não tinha noção do quanto aquilo me afetaria, nem sequer me aceitava. Como compreender que tudo o que estava nutrindo por ele era um desejo que vivia dentro de mim, e só agora resolveu brotar? Será que ele era o “impulso” que precisava ou era só fogo de palha? Sem rumo me definia. Os dias passavam, mas o sentimento apenas crescia, de forma desordenada e incomum. Os pensamentos ficaram uma bagunça - mais bagunçado até que meu quarto. Eu estava à beira de um colapso mental, nada nunca fazia sentido. Perdi as contas de quantas noites em claro fiquei apenas observando suas fotografias, lembrando que o perfume que ele usava era o meu favorito desde sempre, de quantas chances tive pra conter isso, mas deixei acontecer. Até namorar uma menina não foi capaz de evitar o que eu sentia por ele. Ele era tudo que eu precisava para ser feliz e viver um “happy end moderno”. Até o grande dia.”
A História da Minha Vida, Parte II.

“Bom, a história da minha vida começa quando eu percebi que tudo que vivi até aquele momento era uma farsa e eu me apaixonei por um garoto. Na época, jamais passaria pela minha cabeça sentir algo tão intenso e verdadeiro, mas senti. Era a coisa mais incomum que poderia acontecer. O conheci em uma feira de ciências de uma amiga nossa em comum. Na verdade, foi depois do evento. Cabelos negros bem ajeitados, uma pele angelical, olhar apaixonante e voz doce. O primeiro contato foi bastante rápido, nada de conversas longas e demoradas. Já o segundo me impactou mais, pois o que eu pensava estava se concretizando. Eu não sabia o que sentir ou dizer. Durante um bom tempo, foram longas conversas, elogios rasgados e um sentimento que eu pensava ser mútuo. Com o passar dos dias, me sentia vazio quando não conversava com ele, ou nem sequer deixava um depoimento feito com todo carinho em alguma rede social. Essa coisa chamada “primeiro amor” se apossou do meu senso crítico, e me tornou o ser mais bobo e apaixonado do mundo todo. Eu já não sabia se conseguiria guardar tudo aquilo pra mim, era algo grande e explícito demais. Me perguntava todos os dias quais foram as razões de algo assim acontecer comigo agora, com dezesseis anos e quase nenhum juízo formado. Eu estava “bêbado de amor”, como diria Beyoncé. Por um bom tempo, tentei negar que esse sentimento me consumia, mas em vão. Depois de muito tempo, resolvi me abrir. Achei que falando o que sentia realmente por ele aliviaria a minha vontade de estar com ele e de chama-lo de “amor maior”, mas não deu certo. (…)”
História da Minha Vida, Parte I.

“Não sei dizer “não”, muito menos ser seco ou negligente. Essa é minha pior falha.”
Weslei Rodrigues


“Enquanto fazia meu café, pensei em coisas factuais e relativamente cotidianas e que, no fundo, todos nós vivemos isso: temos relações interpessoais cada vez mais individualistas. Estamos em um século onde o “eu mesmo” grita em nossos ouvidos, de forma incessante. As coisas que compartilhamos estão a cada dia mais como “senhas de cartão de crédito”, que são pessoais e intransferíveis. Como ser humano pensante, entendo que estamos à mercê de nossas próprias escolhas, e o que o outro diz é irrelevante ou desnecessário. Se pararmos pra pensar, a opinião, que pode ser sutil ou grosseira, passa por nós e não nos impacta, o que postamos nas redes sociais, na grande maioria das vezes, tem caráter individual maior que apenas mostrar o que é bom (ou não tão bom assim). A sociedade está diante do ‘efeito bolha’, bem diferente de quinze ou trinta anos atrás, aonde a opinião do outro influia diretamente naquilo que as pessoas fariam. Nós estamos reféns da nossa própria individualidade.”
Weslei Rodrigues

“O problema sou eu. O problema é a minha inocência em acreditar que ainda exista amor em uma sociedade individualista. O problema está em mim.”
Autor Desconhecido

“De mancada em mancada, você percebe que não vale a pena insistir, afinal de contas, por mais que se esforce, você sempre estará errado, é infantil ou não sabe o que está fazendo. É sempre assim. Será assim.”
Weslei Rodrigues

vc fica 1h com o celular na mão esperando a pessoa responder, aí vc deixa ele 2 minutos de lado e até o neymar resolve te chamar no whatsapp


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